Elaborado por: Thaís Tadaki
Gramática – pronomes relativos e verbos
Pronomes relativos tem a
função de unir 2 orações (frases, por assim dizer), evitando a repetição de
termos ou palavras. São eles:
·
Que
·
O qual, a qual, os quais, as quais
·
Quem
·
Onde
·
Cujo, cuja, cujos, cujas
·
Quando
·
Quanto, quantos, quantas
·
Como
Que: pronome relativo genérico, ou seja,
pode ser usado tanto para se referir à termos femininos quanto masculinos.
Uma
dica para saber se o “que” é mesmo pronome relativo, é tocar ele por o qual, a
qual, os quais ou as quais. Se a frase continuar a fazer sentido, então é
pronome relativo.
O qual, a qual, os quais
e as quais: variam de
acordo com o gênero (feminino ou masculino) e número (plural ou singular) do
termo ao qual se refere.
Ex:
Este é o meio pelo qual / através do qual atingirei aquele fim.
Este
é o promotor o qual está encarregado do seu caso.
Quem: só é usado quando o termo anterior
for humano; sempre é antecedido de preposição. Ex: Aqueles são os advogados com quem
fiz um acordo.
antecedente humano preposição
Onde: só pode ser usado para se referir à
lugares
Ex:
Esta casa azul é onde costumávamos morar.
Aonde: pode ser substituído por “para onde”;
dá ideia de movimento
Ex:
Aonde vocês vão nas férias? Esta é a
foto do país aonde vamos.
Cujo, cuja, cujos,
cujas: usados sempre
entre 2 substantivos; o 2° sempre “pertence” ao 1°; nunca se usa artigo após
esses pronomes relativos
Ex:
Ele é o apresentador cujo programa de televisão costumo assistir.
(certo)
Ele é o apresentador cujo o programa
de televisão costumo assistir. (errado)
Quando: usado para se referir à localização
temporal.
Ex:
Houve um período quando a escravidão era permitida.
Como: usado quando o termo antecedente é
modo, maneira ou meio.
Ex:
O manual de instrução explica o modo/ a maneira como instalar os eletrônicos.
Este
é o meio como atingirei aquele fim.
Quanto, quantos,
quantas: usado após
os pronomes indefinidos tudo, todo, todas, todos, tanto, tantos, tantas.
Ex:
Não sabia qual flor você queria, por isso trouxe tantas flores quantas achei.
O
médico fez tudo quanto foi possível para salvar o paciente.
Verbos
Variam
em
·
Pessoa: 1°, 2° e 3°
·
Número: singular ou plural
·
Tempo: presente, pretérito (passado) e
futuro
·
Modo: indicativo, subjuntivo e imperativo
·
Voz: ativa, passiva e reflexiva
Modo indicativo: é uma afirmativa; indica certeza
Ex:
Vou me formar daqui a alguns anos.
Modo subjuntivo: indica hipótese, dúvida, probabilidade
e vontade
Ex:
Talvez o avião se atrase.
Eu
gostaria muito de ser uma celebridade.
Modo imperativo: expressa uma ordem, conselho, pedido
ou ameaça. Se refere diretamente ao interlocutor
Ex:
Vá pegar aquelas caixas e as traga aqui.
Se
você não fizer o seu dever, haverá consequências.
Voz ativa: usada quando o sujeito é agente, ou
seja, o sujeito pratica a ação
Ex:
Eles caminham toda manhã.
Voz passiva: o sujeito é paciente, ou seja, rebe a
ação de um agente paciente (quem pratica a ação)
Ex:
As borboletas foram estudadas pelos biólogos.
Voz reflexiva: o sujeito é agente e paciente;
pratica e recebe a ação
Ex:
Ela se autodenominou campeã do concurso.
Ele
se prejudicou por sua culpa. (exerceu o ato de prejudicar e recebeu a ação de
ser prejudicado)
Tipos de voz passiva
Voz passiva analítica: forma-se a partir da estrutura: Sujeito paciente + locução verbal na voz
passiva + agente da passiva
Obs.
A locução verbal se forma a partir da estrutura: ser + verbo no particípio
Ex:
Os campeões foram condecorados com medalhas pelo patrocinador.
O
ladrão será preso pela polícia estadual.
Voz passiva sintética ou
pronominal: formada a
partir da estrutura: VTD na 3° pessoa +
se + sujeito paciente
Obs.
TVD: verbo transitivo direto; verbo que não exige uso de preposição
Ex:
Condecoraram-se os campeões.
Prendeu-se
o ladrão.
Formas nominais do verbo
Infinitivo: expressa a ação, sem indicar seu
início ou fim. Pode ser pessoal ou impessoal.
Infinitivo pessoal: com sujeito.
Ex:
É imprescindível que eles cheguem no horário.
Infinitivo impessoal: sem sujeito
Ex:
Comer frutas e verduras faz bem para a saúde.
Gerúndio: expressa uma ação em desenvolvimento.
Nunca é usado no futuro se o tempo não for especificado.
Ex:
Estou jantando.
Estarei
jantando amanhã. (errado)
Estarei
jantando amanhã por volta das 19h. (certo)
Particípio: expressa o resultado da ação. Há os
verbos regulares, os quais terminam em “ado’ ou “ido’ no particípio, e o
irregulares, cujas terminações variam
Ex:
O chefe repreendeu seu funcionário por ter chegado atrasado.
A
corredora estava feliz porque tinha ganho / ganhado o campeonato.
Exemplos de verbos com
particípio regular: Trazer:
trazido - Chegar: chegado
Exemplos de verbos com
particípio regular e irregular: Pegar:
pego; pegado - Pagar: pago; pagado -
Ganhar: ganho; ganhado
Literatura – Prosa
Romântica Urbana, Indianista e Regionalista
Romance urbano:
·
As
histórias se passam no Rio de Janeiro, que é a capital e o centro urbano da
época
·
São
representados os costumes da elite da época, da vida na corte e os hábitos dos
burgueses. Como por exemplo, descrições dos saraus (bailes), o costume de ir ao
teatro e a ópera, as vestimentas sofisticadas, o comportamento e os temas das
conversas dos jovens - a exemplo da política
·
Presença
do amor idealizado e do drama, mas sempre com um final feliz
·
Divulgação
em folhetins
Quem foram seus autores?
1.
José de Alencar
·
O
escritor mais famoso dessa geração
·
Apresenta
algumas críticas, mas no final o amor sempre supera tudo
·
Também
escreveu histórias com mulheres fortes como protagonistas
·
Escreveu
Lucíola, Diva e Senhora
2.
Joaquim Manuel de Macedo
·
Sua
escrita é marcada pela ingenuidade e bom humor
·
Sua
obra de maior sucesso foi A moreninha
3.
Manuel Antônio de Almeida
·
Retratava
as camadas mais pobres da população
·
Foi
um marco no abandono da idealização ao escrever sobre a malandragem
·
Sua
única obra foi Memórias de um sargento de milícias
Romance indianista:
·
Busca
de uma identidade nacional
·
Índio
é escolhido como símbolo nacional, mas é representado com valores burgueses
(influência estrangeira)
·
Ao
contrário da poesia indianista, a prosa retrata o índio de modo mais específico
e com suas particularidades
·
Suas
obras tinham o objetivo de mostrar ao público a história do Brasil, de acordo
com 3 fases: antes da colonização, o
choque entre colonizadores e índios, após a colonização
·
Teve
dupla influência estrangeira: escolha do símbolo nacional e divulgação em
folhetins
·
Idealizava
a formação do povo brasileiro, valorizando a miscigenação
Seu único autor foi José
de Alencar
·
Reconhecido
pela sua verossimilhança linguística, ou seja, suas histórias pareciam ter sido
escritas por índios de verdade
·
Suas
obras em ordem de publicação foram:
O
guarani: processo de colonização adiantado
Iracema:
choque entre índios e colonizadores
Ubirajara:
período anterior à colonização
Romance regionalista:
·
Dessa
vez o sertanejo é visto como o símbolo nacional
·
As
histórias se passam na zona rural e tem a paisagem e os costumes do interior idealizados
e exaltados
·
É
claro a oposição entre a sociedade rural e seus costumes e os costumes das
Corte
·
Divulgação
em folhetins
Quem foram seus autores?
1.
José de Alencar:
·
Foi
criticado por apresentar personagens pouco particularizados; generalizados
·
Os
homens sempre eram destacados e as mulheres submissas
·
O gaúcho: livro com referências históricas
·
O sertanejo: presença da vassalagem amorosa; o
protagonista quer apenas proteger a personagem feminina
·
Til: é uma exceção, pois mostra uma
protagonista mulher que é forte e corajosa
·
Pata da gazela: livro menos famoso
2.
Visconde de Taunay:
·
Tinha
conhecimento real da região sobre a qual escrevia
·
Inocência: considerado o Romeu e Julieta do
sertão; critica o patriarcalismo (homem é o chefe da família e as mulheres são
submissas); demonstra o choque entre os costumes das pessoas da cidade e das do
interior
3.
Franklin Távora:
·
Considerado
o fundador da literatura e do regionalismo do Norte, por ser muito nacionalista
e acreditar que a literatura que vinha do Sul estava “corrompida” pela
influencia europeia
·
Relaciona
questões históricas à suas narrativas
·
O cabeleira: livro que iniciou o regionalismo e
antecipou o realismo e o naturalismo. Há
a presença do determinismo (naturalismo) no momento em que o meio influencia a
personalidade do protagonista
4.
Bernardo Guimarães
·
Repetição
de clichês
·
A escrava Isaura: grande sucesso de público
·
O seminarista: crítica ao patriarcalismo e ao
celibato (estado de solidão espontânea)
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