Elaborado por: Thaís Tadaki
Cap. 1 – As
revoluções inglesas
Ordem cronológica dos
governantes da Inglaterra:
Elizabeth
– Jaime Stuart I – Carlos Stuart – Oliver Cromwell – Richard Cromwell – Carlos
II – Jaime II – Guilherme de Orange
Fatos mais importantes
de cada reinado ou governo:
Elizabeth: não se casou e por isso não tinha
herdeiros. Com sua morte, seu primo Jaime Stuart, rei da Escócia assumiu o
trono.
Jaime I: entrou em conflito tanto com os
escoceses ao tentar impor o Anglicanismo na Escócia (católica), quanto com o
Parlamento por não aceitar a interferência deste nas finanças. Quando morre,
seu filho Carlos Stuart assume.
Carlos I: provoca uma guerra entre Inglaterra e
Escócia ao tentar impor de novo o Anglicanismo aos escoceses Católicos. Ao
tentar governar de forma autoritária e sem a interferência do Parlamento, é
obrigado a assinar a Petição dos Direitos. Os conflitos religiosos, as guerras
e os impostos que foram criados para pagar os gastos dessas guerras deixaram a
população insatisfeita e iniciou uma crise política.
Ainda
em clima de disputa por poder entre o rei e o Parlamento, a Câmara dos Comuns
(burgueses) se revoltou, decapitaram o rei e colocaram Oliver Cromwell no
poder; o que ficou conhecido como Revolução Gloriosa.
Oliver Cromwell: líder puritano que proclama a
República, extingue a Câmara dos Lordes e a Igreja Anglicana. Favorece a
economia inglesa com o Ato de Navegação, mas em seus últimos anos de governo
age como um ditador, não melhora as condições de vida da população e dissolve o
Parlamento. Autodenomina-se Lorde Protetor. Morre e quem assume é seu filho
Richard Cromwell.
Richard Cromwell: não é capaz de manter a República,
pois pouco tempo após assumir o cargo é deposto pela nobreza aliada aos
burgueses. Inicia-se a Restauração Monárquica com a proclamação de Carlos II,
filho do rei Carlos I que foi decapitado, soberano da Inglaterra.
Carlos II: conflitos entre o rei e o Parlamento
continuam. Morre sem deixar herdeiros e quem o sucede é seu irmão Jaime II.
Jaime II: se tornou impopular por ser católico
e querer abolir as taxas as quais apenas os católicos eram obrigados a pagar.
Por esse motivo foi deposto por um golpe de Estado chamado Revolução Gloriosa
ou Revolução Sem Sangue. Quem assume o poder agora é Guilherme de Orange, rei
da Holanda e genro de Jaime II.
Guilherme de Orange: é escolhido como rei por ser
protestante (religião da maioria dos ingleses).
Também
em seu governo foram estabelecidos o Ato de Tolerância e o mais importante, a
Declaração dos Direitos. Se tornou a primeira monarquia parlamentar da
Inglaterra.
Explicação dos termos
acima mencionados:
Petição dos Direitos: impedia que o rei convocasse
exércitos e cobrasse impostos sem a aprovação do Parlamento.
Revolução Puritana: insatisfeitos com o modo centralizado
de acordo com o qual o rei governava, a Câmara dos Comuns deu um golpe de
Estado, retirou o soberano do trono e estabeleceu uma República.
Parlamento: dividido entre Câmara dos Lordes e
Câmara dos Comuns. A primeira é composta pelo clero anglicano e a nobreza,
enquanto a segunda é formada pelos burgueses e puritanos.
Ato de Navegação:
estabelece que todos
os produtos que chegassem na Inglaterra deveriam ser transportados por navios
ingleses ou do país de origem. Com isso, a Inglaterra domina o monopólico do
comércio marítimo e se torna uma potência marítima e econômica. Isso tudo
porque com o monopólio do comercio marítimo, o país pode controlar os preços
dos produtos que chegam até a população, permitindo um enorme ganho de lucro.
Restauração Monárquica: período em que a Monarquia voltou a
ser a forma de governo da Inglaterra, e não mais a República. Substituição da
República pela Monarquia.
Revolução Gloriosa: retirada do rei católico do poder e
sua substituição por um rei protestante, sem o uso de violência. Proporcionou
os meios para o início da monarquia parlamentar som a criação da Declaração dos
Direitos. Também foi uma vitória da Câmara dos Comuns.
Ato de Tolerância: permite a liberdade religiosa de
todos os cristãos, com exceção dos católicos. Em outras palavras, a população
poderia ter qualquer religião menos a católica.
Declaração dos
Direitos:
instituiu a Monarquia Parlamentar. O rei reina, mas não governa.
Essa
declaração limitou para sempre os poderes do rei e deu autonomia e poder para o
Parlamento.
Cap. 2 – A
Revolução Industrial
Fatores que favoreceram
a Revolução Industrial da Inglaterra:
Políticos
1.
Revolução Gloriosa: instituiu a monarquia parlamentar na
Inglaterra; o Parlamento
era formado pela burguesia, os donos das indústrias
2.
Ética Calvinista: apoia o ganho de lucro, ou seja, permite que os burgueses
desenvolvam as indústrias para produzir mais e lucrar mais
3.
Cercamentos: foi a lei que expulsou os camponeses
de suas terras para que ovelhas pudessem ser criadas nesses terrenos. Essa lei gerou
tanto a matéria prima para as indústrias (lã), quanto mão de obra (camponeses
expulsos de suas terras foram o brigados a procurar trabalho nas cidades)
Econômicos
1.
Ato de Navegação: deu a Inglaterra o monopólio do
comercio marítimo, o que a enriqueceu
2.
Disponibilidade de capital: o país tinha dinheiro suficiente
para investir nas indústrias. Dinheiro esse conseguido com tratados
econômicos, como o de Methuem ou Panos e Vinhos; exploração das colônias e
pirataria
3.
Disponibilidade de carvão e ferro: o ferro era usado como matéria
prima das indústrias e o carvão como combustível para elas
Social
1.
Êxodo rural: os camponeses que foram
expulsos de suas terras migraram em grande quantidade para as cidades
e passaram a trabalhar nas indústrias
Uma das consequências da
Revolução Industrial foi a divisão da sociedade em 2 classes sociais:
·
Burgueses: donos dos meios de produção; donos das
indústrias
·
Proletariado ou Operariado: trabalhadores que vendem sua força de
trabalho
Condições de trabalho:
·
Jornada de trabalho: longas jornadas que chegavam à 17 horas
diárias
·
Salários: variavam entre homens, mulheres e
crianças; que além de já serem muito baixos, decresciam (diminuíam) na
ordem mencionada
·
Mão-de-obra: em sua maioria era de crianças,
por receberem os salários mais baixos e entrarem facilmente nas minas devido
seu tamanho pequeno
·
Condições de trabalho: o trabalhador era explorado com péssimas condições de trabalho e
higiene (insalubridade), multas por atraso e erros na produção e estava
constantemente exposto à condições que propiciavam acidentes
Como eram as cidades
nesse período?
·
Grandes,
pois se expandiam para serem capazes de abrigar os trabalhadores
·
Populosas,
já que o êxodo rural fez com que um grande número de pessoas migrasse para os
centros urbanos
·
Era
subdividida e tinha bairros apenas de operários, os quais eram marcados pela
poluição, aglomeração populacional e péssimas condições de vida e higiene
·
Tinham
o ar muito poluído pela fumaça liberada pelas indústrias
Revoltados com a
situação em que viviam, os trabalhadores se revoltaram em 2 ocasiões:
1. Ludismo:
recebeu esse nome por
causa de um de seus líderes, Ned Ludd. Foi o episódio no qual os trabalhadores
quebraram as máquinas das indústrias, acreditando que elas os estavam
substituindo e eram as responsáveis pelos salários baixos e as demissões de
muitos operários
2.
Cartismo: os proletários decidiram escrever
cartas para o Parlamento, pedindo melhorias nas condições de trabalho. Todavia,
o Parlamento era composto por burgueses e os burgueses, por sua vez, eram
os donos das indústrias e obviamente não iriam prejudicar a si mesmos
aumentando os salários e consequentemente diminuindo seus lucros; por esse
motivo o movimento não teve sucesso.
Sindicatos: surgiram como consequência da
Revolução Industrial e eram grupos com objetivo de organizar o trabalho e
defender os direitos dos operários
Cap. 3 – O
Iluminismo
Foi um movimento
filosófico que se espalhou pela Europa nos séculos XVII e XVIII, e tinha como
características o Humanismo, Racionalismo, Cientificismo
e o ideal de ruptura com o Antigo Regime.
Qual a situação
política, econômica e religiosa da Europa no período do Iluminismo?
·
Política: tinha o absolutismo monárquico como
forma de governo
·
Econômica: estava em vigor o Mercantilismo, ou
seja, o Estado interferia na economia; o que deixava a burguesia insatisfeita
·
Religiosa: havia a Intolerância Religiosa; em
outras palavras, as pessoas não podiam ter religiões diferentes da de seus
governantes
O Iluminismo possui 3
princípios básicos:
1. Universalidade:
as leis valem para
todos sem exceção
2.
Individualidade: as pessoas devem ser vistas como
indivíduos com opinião própria, e não apenas como parte de um coletivo
3.
Autonomia: todos são livres
Por que o Iluminismo
também é chamado de Século das Luzes?
Por
ter sido o período no qual as pessoas defendiam a liberdade e o uso da razão e
da lógica em oposição aos dogmas religiosos.
Quem foram os principais
pensadores iluministas?
1.
John Locke: defendia a Democracia e o direito a
propriedade privada
2.
Voltaire: era adepto da Democracia e afirmava
que os homens tinham por natureza o direito à liberdade, à propriedade privada
e à proteção das leis
3.
Denis Diderot e D’ Alembert: buscaram catalogar todo o
conhecimento humano segundo princípios racionais e o reuniram na Enciclopédia
(foram seus criadores)
4. Montesquieu:
considerando que é natural do
homem abusar de qualquer poder que lhe é dado, dividiu o poder do governante em
Legislativo, Executivo e Judiciário
5.
Rousseau: defendia a Democracia absoluta, onde
o governo tem o dever de assegurar os direitos do indivíduo e este, por sua
vez, se submete à vontade da maioria
6.
Immanuel Kant: ao mesmo tempo em que dizia que a
soberania e poder pertenciam ao povo, alegava que apenas as pessoas com posses
podiam exercer esse poder e participar ativamente do governo: “Para o povo, mas
sem o povo”
Havia 2 correntes de
pensamento econômico naquela época:
·
Fisiocracia: era contra o Mercantilismo e
acreditava que a agricultura, assim como a mineração e o extrativismo eram as
verdadeiras fontes de riqueza e geradora da prosperidade nacional
·
Liberalismo econômico: era contra o Mercantilismo e
acreditava que o trabalho era a verdadeira fonte de riqueza. Seus adeptos
aceitavam a interferência do Estado na economia só e casos nos quais fosse
preciso evitar injustiças
O que foi o Despotismo Esclarecido
que surgiu durante o Iluminismo?
Tentativa
de alguns monarcas europeus de conciliar a monarquia absolutista com algumas
ideias iluminista; sendo que esses monarcas ficaram conhecidos como déspotas
esclarecidos, os quais governavam de acordo com a razão e dividiam o poder com
o Parlamento.
De que forma a burguesia
saía ganhando com as ideias liberais?
Os
iluministas apoiavam o fim do Mercantilismo e a adoção do liberalismo
econômico. O que favorecia a burguesia/comerciantes a partir do momento em que
seus lucro aumentam quando não há interferência do Estado na economia.
Como a lei da oferta e
da procura regulava a economia segundo o liberalismo econômico?
A
quantidade de um determinado produto disponível para venda e a preferência do
consumidor por essa mesma mercadoria determinam seu preço. Em outras palavras,
quanto mais pessoas quisessem um objeto, mais caro ele se tornaria; quanto
maior o número desse objeto no mercado, mais barato ele se tornaria. Tudo isso
para adequar a oferta à procura.
Desse
modo, o Estado não precisava interferir na economia, pois as próprias pessoas a
regulavam.
*Quem foi Thomas Malthus?
Economista
e demógrafo que formulou a teoria de que a natalidade é controlada pela
disponibilidade de alimentos. Se a população crescer demais, a produção de
alimentos não será capaz de suprir as necessidades de todos e muitas pessoas
morreram. Dessa maneira, essas mortes são um mal necessário para se controlar o
crescimento demográfico.
Cap. 4 – A
independência da América inglesa
O que provocou a
independências das colônias inglesas?
A
Inglaterra havia aumentado o controle sobre as colônias e os impostos pagos por
elas, o que causou a revolta dos colonos que desejavam ter autonomia.
Dois
fatores fizeram com que a Inglaterra aumentasse o controle sobre as colônias. O
primeiro foi a Revolução Industrial. Com ela, as indústrias inglesas
precisavam de matéria prima para produzir e mercado consumidor para comprar;
e como colônia, os EUA (que ainda não era chamado assim) deveria fornecer tudo
isso.
O
segundo motivo foi a Guerra dos Sete Anos com a França. Nessa guerra,
Inglaterra e França brigaram pela posse de colônias. Inglaterra venceu a
guerra, mas ficou destruída por ela e já não tinha mais dinheiro, pois
gastou tudo em suas investidas contra o país inimigo.
Esses
dois fatores juntos fizeram com que a Metrópole (Inglaterra) cobrasse um grande
número de impostos, os quais receberam os nomes de Leis. Exemplos são:
·
Lei do Selo: todo e qualquer documento escrito,
carta, folhetins e textos que circulassem pela colônia deveriam ter o selo da
Metrópole. E as pessoas deveriam pagar por esse selo.
·
Lei do Açúcar: cobrança de impostos sobre o açúcar
que a Inglaterra exportava para as colônias, ou seja, a Inglaterra passaria a
vender açúcar para as colônias por um preço acima do normal.
·
Lei do Chá: Concedia o monopólio do comércio de
chá com as colônias à Inglaterra. Na prática, as colônias pagavam impostos
para comercializar açúcar com outros países, enquanto a Inglaterra vendia cada
vez mais barato seu chá.
O problema é que se a Metrópole vende
o chá mais barato que os colonos, esse comerciantes americanos faliriam por não
poder competir com a Metrópole.
Foi a Lei mais famosa por ter provocado o
episódio da Festa do chá de Boston, onde os colonos se vestiram de índios e
jogaram o carregamento de chá que vinha da Inglaterra no mar.
·
Leis Intoleráveis: Obrigava os colonos americanos a
hospedar de graça os soldados ingleses e fechou o Porto de Boston
(impedindo o comércio) até o pagamento do prejuízo causado pela Festa do Chá de
Boston.
Como se deu a
independência das 13 colônias?
Sendo
que as colônias do Norte eram industriais e as do Sul eram agrárias, elas
viviam em conflito. Porém, o descontentamento com a Metrópole foi tão grande
que o Norte e o Sul se uniram contra o inimigo comum: a Inglaterra.
Quem ajudou no processo
de independência?
Espanha
e França. A segunda foi a principal contribuinte, fornecendo armas,
navios e soldados para que os americanos vencessem os ingleses.
Mas por que a França
ajudou tanto?
O
país além de querer se vingar da Inglaterra pela derrota na Guerra dos Sete Anos,
acreditava que se as 13 colônias se tornassem independentes, elas romperiam as
relações comerciais com a Inglaterra e a França passaria a ter o monopólio
comercial sobre as colônias, lucrando muito com isso.
O que aconteceu após a
independência?
A
ajuda da França foi de fato importante para vitória das colônias, mas mesmo
após a sua independência as ex-colônias, agora estados, continuaram a ter laços
comerciais com a Inglaterra e não com a França.
A
Constituição foi escrita e adotou o sistema Federalista, no qual os 13 estados
tinham cada qual sua autonomia, mas ainda eram subordinados a um governo
central.
Essa
Constituição, entretanto, excluía negros, mulheres, pessoas pobres e mantinha a
escravidão.
A independência das
colônias foi um processo de descolonização ou uma revolução burguesa?
Há
duas formas de ver essa independência: apenas um processo de independência das
colônias que não desejavam mais ser controladas pela Metrópole, ou uma
revolução dos comerciantes (burgueses) que não admitiam que seus interesses
econômicos fossem afetados pelo controle da Metrópole.
Nenhum comentário:
Postar um comentário